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19 de Agosto, 2022

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Covid-19: pico da nova onda está previsto para fim de julho na França

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O pico das contaminações da sétima onda de Covid-19 deve ser atingido no fim de julho no país, de acordo o presidente do Conselho Científico francês, Jean-François Delfraissy. O órgão foi criado para ajudar o governo na gestão epidêmica. Cerca de 125 mil casos foram registrados nesta quarta-feira (29) e mais de 140 mil na terça (28). Os números representam, em média, cerca de 57% a mais em uma semana, segundo dados da Santé Publique France, a agência de vigilância sanitária francesa.

Mais de 2,1 milhões testes PCR e de antígenos positivos foram validados entre 20 e 26 de junho no país, contra cerca de 1,6 milhão na semana anterior, de acordo com um comunicado divulgado pela Dress (Direção de Estatísticas da França).

“O pico das contaminações ainda não foi atingido”, explicou Delfraissy à rádio francesa RTL. “Após essa onda, a variante BA.5 vai voltar, se não aparecer outra, no outono”, alertou. Ele citou como exemplo a situação epidêmica do ano passado, com o aparecimento da cepa Delta em pleno verão no hemisfério norte. Após a queda das infecções, o número de casos voltou a crescer em outubro e novembro. Para o imunologista, a BA.5 deve, em princípio, seguir a mesma dinâmica.

A BA.5 é mais contagiosa, mas, em princípio, não é mais grave. Estudos mostram que seus sintomas, entretanto, tendem a ser mais duradouros e um pouco diferentes das cepas anteriores da ômicron. A nova variante provocaria, por exemplo, mais vômitos e náuseas. Uma de suas maiores vantagens evolutivas é driblar os anticorpos produzidos pelas infecções anteriores e a vacinação. Pesquisas mostram que ela seria capaz até mesmo de neutralizar as defesas da imunidade celular, mediada pelos linfócitos T e construída ao longo da vida do indíviduo.

Vacina protege contras formas graves

“Essa nova onda se explica primeiro pelo abandono total das medidas de prevenção”, disse Yves Buisson, epidemiologista e representante da Academia Nacional de Medicina para a Covid-19, em entrevista à RFI. Segundo ele, os franceses entenderam que o fim da obrigatoriedade do uso da máscara e da exigência da vacinação, anunciadas pelo governo, significavam que “não havia mais epidemia.”

O vírus, lembra, não parou de circular, e a BA.5 é mais contagiosa e dribla a proteção gerada pelas vacinas e infecções anteriores. Ele confirma que há cada vez mais hospitalizações e nas próximas semanas é possível que as UTIS também sofram o impacto da nova onda. “As pessoas mais frágeis devem usar uma máscara Ffp2″, lembra.” A situação atual não justifica o retorno a certas obrigações gerais, mas falta mensagens para a proteção para as pessoas que correm mais riscos”, diz. Ele ressalta que a vacina continua protegendo contras as formas graves. “Essa mensagem deve ser divulgada mais claramente”, insiste.

Nova onda “não vai estragar o verão”

As vacinas continuam protegendo contras as formas graves e por isso BA.5 “não vai estragar o verão”, reitera Delfraissy, lembrando que 79.5% da população francesa recebeu três doses do imunizante. “O equilíbrio será delicado entre fim de julho e início de agosto. Vamos aguentar, mas as pessoas mais velhas devem tomar a quarta dose. Também devemos fazer recomendações, sem obrigação, para tentar limitar as contaminações”, lembrou.

Na França, a quarta dose por enquanto é recomendada a partir de 60 anos ou que sofrem de patologias que as colocam em risco, como diabetes, obesidade ou doenças respiratórias. “Nesse caso, é preciso fazer o reforço imediatamente, sem esperar setembro ou outubro”, frisou o presidente do Conselho Científico.

Máscaras em locais fechados

Em entrevista à rádio francesa France Inter, o professor de imunologia Alain Fischer, presidente do Conselho de Orientação da Estratégia de Vacinação na França, concorda que os oito milhões de franceses imunodeprimidos, ou com mais de 60 anos, que correm mais riscos, devem ser protegidos imediatamente, “para limitar os efeitos da nova onda.” Ele é favorável ao retorno do uso obrigatório da máscara em locais fechados. “É um ato de civismo para limitar as contaminações e proteger as pessoas mais frágeis.”

A ministra da Saúde, Brigitte Bourguignon, já declarou que o reforço acabará sendo ampliado para a população em geral. Os imunizantes atuais à base de RNA são eficazes, mas ofereceria proteção contra a infecção por cerca de 12 semanas, indicam estudos. Os laboratórios Pfizer e Moderna já estão produzindo vacinas adaptadas para as variantes ômicron. As novas vacinas, entretanto, devem estar disponíveis apenas entre outubro e novembro.

(RFI e AFP)

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/covid-19-pico-da-nova-151926984.html

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