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4 de Agosto, 2021

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“Estou em choque. Fui atropelado por um trem”, diz general Ramos sobre demissão

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Brazil's President Jair Bolsonaro greets new Minister of the Secretariat of Government Luiz Eduardo Ramos during his inauguration ceremony at Planalto Palace in Brasilia, Brazil July 4, 2019. REUTERS/Adriano Machado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que comanda a minoria governista na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, vai assumir a Casa Civil (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

  • O general da reserva Luiz Eduardo Ramos afirmou, nesta quarta-feira (21) que não tinha ideia de que seria demitido da Casa Civil

  • Embora tenha se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dois dias antes, o ministro garantiu que a demissão o deixou “em choque”

  • Acuado de um lado pela CPI da Covid, de outro pelas pesquisas eleitorais, Bolsonaro reagiu abrindo de vez o governo ao PP, maior partido do centrão

O general da reserva Luiz Eduardo Ramos afirmou, nesta quarta-feira (21) que não tinha ideia de que seria demitido da Casa Civil. Embora tenha se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) dois dias antes, o ministro garantiu que a demissão o deixou “em choque”. 

“Eu não sabia, estou em choque. Fui atropelado por um trem, mas passo bem”, disse ele ao jornal Estadão. O atual titular da pasta vai para a bem menos prestigiada Secretaria-Geral da Presidência, onde está Onyx Lorenzoni, do DEM. 

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O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que comanda a minoria governista na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, vai assumir a Casa Civil, de onde fará a articulação política com o amigo Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo Ramos, o presidente já comunicou a ele a sua substituição pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), mas o general não confirmou sobre sua eventual ida para a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar do ministro Onyx Lorenzoni. 

“O presidente é ele, eu sou soldado, cumpro missão. Aprendi, em 47 anos de vida militar, que soldado não escolhe missão. Se ele me der outra no governo, eu aceito”, disse.

Para o general, a troca se deu “por motivos políticos, óbvio”, disse ao jornal. 

“Se eu estivesse sendo trocado por alguém formado em Oxford, ou Harvard, tudo bem, poderiam dizer que falhei. Mas é por um político aliado do presidente, é assim que funciona”.

Presidente Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira durante debate sobre a reforma da Previdência com lideranças políticas (Foto: Marcos Corrêa/PR)Presidente Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira durante debate sobre a reforma da Previdência com lideranças políticas (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Presidente Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira durante debate sobre a reforma da Previdência com lideranças políticas (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Bolsonaro dobra a aposta no centrão com minirreforma

A demissão faz parta da minirreforma ministerial em curso pelo presidente. Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (21) que as mudanças ocorrerão até a próxima semana, mas a expectativa é a de que se concretizem até sexta-feira (23).

Acuado de um lado pela CPI da Covid, de outro pelas pesquisas eleitorais, Bolsonaro reagiu abrindo de vez o governo ao PP, maior partido do centrão. 

Para que o aliado Lorenzoni não fique sem um posto, Bolsonaro vai recriar e entregar-lhe o Ministério do Trabalho, rebatizado Ministério do Emprego e Previdência, desmebrando o superministério da Economia de Paulo Guedes, de acordo com a Folha de S. Paulo.

Trocas nos ministérios no mesmo dia

Em março deste ano, o presidente fez seis trocas nos ministérios no mesmo dia. Relembre:

  • Na Casa Civil, Braga Netto deixou o comando para dar lugar a Luiz Eduardo Ramos.

  • No Ministério das Relações Exteriores, Ernesto Araújo foi demitido e Carlos Alberto França ocupou o cargo de ministro.

  • Na Secretaria de Governo da Presidência, Flávia Arruda assumiu o comando deixado por Luiz Eduardo Ramos.

  • No Ministério da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça deixou a pasta para que Anderson Torres assumisse.

  • A reforma também atingiu o Ministério da Defesa. Fernando Azevedo e Silva deixou de ser ministro e Braga Netto passou a chefiar a pasta.

  • Por fim, na Advocacia Geral da União, a chefia foi assumida por André Mendonça após a saída de José Levi.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/estou-em-choque-fui-atropelado-por-um-trem-diz-general-ramos-sobre-demissao-125942077.html

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