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Google e Amazon anunciam em sites citados por CPI da Covid como propagadores de fake news - Mundo News Web Interstitial Ad Example
5 de Dezembro, 2021

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Google e Amazon anunciam em sites citados por CPI da Covid como propagadores de fake news

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Dos dez sites citados pela CPI da pandemia como disseminadores de informações falsas sobre a covid-19,...

Quase uno mês em seguida do escopo da CPI da Pandemia do Senado Federalista, sites apontados no relatório final da percentagem uma vez que “propagadores de fake news” a respeito de a covid-19 continuavam sendo monetizados lã arrumação de anúncios do Google — maior plataforma de anúncios digitais do globo — e pela Amazon.

O relatório validado lã Senado em 26 de outubro deste ano apontou dezena “veículos que tiveram intensa participação na desinformação a respeito de a pandemia” e teriam auferido “expressivos ganhos financeiros” com a gazeta de “teor sensacionalista”. 

A Sucursal Pública apurou que dois deles continuam monetizados lã Google; o terceiro que recebia quantia da empresa foi extraído do aspecto por brocardo editorial em nove de novembro de 2021. Posteriormente do contato da reportagem, a Amazon retirou os anúncios do site que financiava, porém nunca respondeu às perguntas enviadas. 

Três sites igualmente exibem anúncios pagos por sistemas uma vez que Taboola, MGID e Disqus, que, uma vez que o Google e a Amazon, fazem a união entre as empresas que querem proclamar produtos ou fainas e os sites que disponibilizam extensão para propagandas. Essa configuração de introduzir anúncios e receptar por eles de concórdia com a interação de usuários é chamada monetização.

Os sites que continuam monetizados são: Gazeta da Cidade Online; Brasil Sem Fraqueza; Tino Incomum; e República de Curitiba. A reportagem igualmente encontrou anúncios no site Renova Mídia, que saiu do aspecto por brocardo editorial alegando “acossamento por fracção de parlamentares” e “carência de firmeza jurídica no Brasil”. Já o Esgalho Política perdeu os anúncios em seguida que a Amazon foi contatada pela Pública.

Em junho de 2021, quando o região enfrentava uno de seus piores momentos em conduto à pandemia de covid-19, o site Brasil Sem Fraqueza publicou teor no qual chamava as vacinas de “experimentais” e “perigosas para o ser generoso”. O site igualmente já publicou uno cláusula no qual afirmava que a pandemia estação uno “tentativa psicológico de manipulação em graduação global” — mencionado lã relatório da CPI uma vez que uno exemplo de desinformação —; e uma ponto que avaliava o lockdown e outras medidas de disputa à pandemia uma vez que “utensílio completamente facultativo” e “tentativa psicológico de manipulação em graduação global”.

Por operação deste indivíduo de postagens, o Brasil Sem Fraqueza foi incorporado no relatório da CPI da Pandemia uma vez que uno “evangelista de fake news” — ao ala de seu diretor, o influencer bolsonarista Bernardo Küster, mencionado no teor por suas conexões com o centro político do gestão Bolsonaro. A CPI afirma que o site tem mais de três milhões de acessos e “divulgou diversas notícias negacionistas no portal e em suas redes sociais” durante a pandemia. A reportagem encontrou anúncios no Brasil Sem Fraqueza distribuídos lã Google Adsense, emprego que conecta anunciantes a sites. 

As políticas do Google advertem que uno site que “promova declarações prejudiciais a respeito de saúde ou esteja relacionado a uma amplo crise sanitária atual e seja contra o consenso científico solene”, nunca se qualifica para o Adsense. A empresa cita diretamente que estão proibidas “manifestações contra a vacina” e “impugnação da existência de condições médicas, uma vez que a AIDS ou a COVID-19”, à excepção de conteúdos que promovam “discriminação” ou busquem escavar a “crédito no método eleitoral ou democrático”.

Ainda assim, o Tino Incomum, indigitado pela CPI por possuir conhecido “teor prepóstero ao trato temporão e fortes críticas às vacinas” permanece com anúncios. Entre os exemplos dos conteúdos enganosos postados lã site estão matérias que contestam a eficiência do costume de máscaras no enfrentamento da pandemia — uno dos tópicos mais frequentes na difusão de notícias falsas, de concórdia com a percentagem —  à excepção de críticas ao imunizante Coronavac. 

Singular terceiro site financiado com anúncios do Google é o Renova Mídia. O site igualmente hospedava propagandas encaminhadas pelas plataformas Flashtalking e Criteo, até transpor do aspecto por brocardo editorial em nove de novembro deste ano. No relatório da percentagem, foi mencionado por possuir sabido “diversos conteúdos contra o retiro civil, as vacinas, as máscaras e em prol do trato temporão”.

Em resposta à reportagem, o Google afirmou que “tem políticas rígidas desenvolvidas para impedir a monetização de teor prejudicial, arriscado e burlista” e que os sites de teor “estão sujeitos a revisões regulares, de concórdia com nossas práticas bitola”. “Estamos empenhados em aperfeiçoar o teor de aptidão nos produtos do Google e isso inclui apadroar as pessoas contra informações médicas incorretas”. Confira na íntegra.

Sites apontados lã TSE uma vez que “ameaças à democracia” seguem monetizados

Na alistamento apontada pela CPI, há sites monetizados que, à excepção de desinformar a respeito de a covid-19, foram considerados lã Judicatura Tá Eleitoral (TSE) uma vez que ameaças à democracia. São exemplos o Esgalho Política, que exibe anúncios de livros da Amazon; e o Gazeta da Cidade Online. 

Aludido pela CPI por divulgar “conteúdos negacionistas e em prol do trato temporão, contra vacinas e máscaras”, o Esgalho Política (possuinte do site e via homônimo no YouTube) foi medido pela Polícia Federalista uma vez que uno disseminador de notícias falsas a respeito de a confiabilidade das urnas eletrônicas, à excepção de outros temas ligados às eleições. A pesquisa da PF culminou em brocardo do logo corregedor-geral da Equidade Eleitoral, Luis Felipe Salomão, que ordenou em 16 de agosto a desmonetização dos perfis do quadrilha no YouTube (onde tinha 2,5 milhões de seguidores à era da brocardo), Facebook, Twitter e Instagram. “Quanto mais se atacam as instituições e o arrumação eleitoral, mais ganho econômico os envolvidos obtêm”, argumentou o ministro em documento ao qual a Pública teve chegada. 

A método do TSE barrou a acaso do Esgalho Política receptar quantia por conduto de suas redes sociais, porém o site segue com anúncios monetizados. Por conduto de uma operação no Amazon Ads, emprego de publicidade online moderno no Brasil, os responsáveis lã site escolheram livros alinhados a defesas da extrema-direita para apontar ao seu público. De concórdia com Daniel Rogers, do Index de Desinformação Global, se trata de uno indivíduo de mídia estática, ou seja, na qual os publicadores decidem qual resultado será anunciado. “O publicador recebe uma garota percentagem da Amazon se alguém adquirir qualquer dos livros indicados”, explica ele. 

Singular dos livros que o Esgalho Política gostaria que seu público comprasse é o “Sereis uma vez que deuses”, da promotora Cláudia Rodrigues de Morais Piovezan. A feito critica o Sumo Judicatura Federalista com o alegado de que o mesmo estaria praticando o que a autora labareda de “ativismo forense”. “O judicatura ativista nunca quer impor a preceito, e positivo aplicar sua ilusão de globo, suas convicções ideológicas – a respeito de monstruosidade, drogas, firmeza pública, algemas e até a respeito de urnas eletrônicas”, registra a sumário do alfarrábio. 

O site Gazeta da Cidade Online, cujas redes igualmente foram desmonetizadas por brocardo do TSE, hospeda anúncios provenientes de lã menos uma empresa, a MGID. De concórdia com a CPI, o site se popularizou por conduto da desinformação, “utilizando a estratégia de divulgar dados falsos ou distorcidos que levam sua audiência a conclusões enganosas”. Ao escopo de suas matérias, o carro relembra a brocardo forense de Salomão para recrutar doações de seus membros: “Precisamos da socorro de todos os patriotas”.

Em retrocesso à Pública, o Gazeta da Cidade Online afirmou que estão “impossibilitados e impedidos de prestar algum comunicação”. “Somos uno dos antepassados portais de notícias da América Latina. Não propagamos Fake News nem ameaçamos a democracia”. A reportagem entrou em contato com todos os veículos citados, porém eles nunca responderam aos questionamentos.

Rede de anúncios digitais secretária desinformação a respeito de pandemia

“Se uma indivíduo é chefe de uma hospedaria e quer executar uno pregão, e outra é dona de uno site de turismo monetizado, quem faz esse match é o Google, através do algoritmo do AdSense”, explica Fabio Bergamo, doutor em governo de marketing em lavra do dedo pela Universidade Federalista da Bahia (UFBA) e orientador do Instituto Federalista de São Paulo (IFSP). 

Neste indivíduo de publicidade do dedo, denominada programática, o preço de cada pregão é calculado instantaneamente desde uno leilão online em fase fidedigno, no qual a plataforma disponibiliza dados a respeito de o perfil do usuário e o anunciante que ceder mais quantia ganha o extensão. Se cliques, impressões e interações forem feitos o pregão fica mais custoso; fracção do quantia vai para o site e fracção fica com a plataforma. 

De concórdia com relatório conhecido lã Index de Desinformação Global a respeito de o financiamento da difusão de conteúdos falsos a respeito de a covid-19 em ibero, 12 milhões de dólares foram sobrestar em 56 sites de desinformação por conduto da monetização em 2021. Google, Taboola e Criteo foram responsáveis por 86,4% do totalidade cotiado — o Google sozinho respondeu por 51%, o que equivale a respeito de seis milhões de dólares. Em 2020, análise levado lã Instituto de Internet da Universidade de Oxford já havia demonstrado que a maioria de sites e canais de baixa credibilidade utiliza o Google Ads uma vez que sua precípuo configuração de faturamento.

Pesquisadores apontam que sistemas de anúncios têm dever ao financiar desinformação

Daniel Rogers, co-fundador do Index de Desinformação Global, (Global Disinformation Índice, GDI, em britânico), explica: “A maior fracção das pessoas usa a desinformação para executar quantia, porque inferir a gentileza do público é vantagoso, e a melhor configuração de inferir isso é deixando as pessoas irritadas”. “Se a desinformação é aia para vender anúncios, logo a melhor configuração de decrescer esse indivíduo de teor arriscado é torná-lo menos financeiramente vantagoso”, propõe. 

“Quando a gente articulação na internet que o produtor, que é uno site desinformativo, está ganhando quantia com a desinformação, a plataforma igualmente está. A desinformação virou uno amostra de serviços”, explica Leonardo de Roble Fiel, uno dos responsáveis lã perfil Sleeping Giants Brasil, que procura desmonetizar teor que consideram execrável ou desinformativo. 

Investigador avalia que é perfeito cobrar dever lã financiamento à desinformação

Lá do Google e da Amazon, outras plataformas contribuem para a monetização de sites apontados por alastrar conteúdos enganosos a respeito de a pandemia. A apuração da Sucursal Pública encontrou anúncios provenientes de empresas uma vez que Taboola, MGID, e Disqus nos sites investigados. 

Para Fabio Bergamo, alguns sites estão deixando os anúncios do Google em seguida decisões de desmonetizar sites acusados de desinformação. “É válido evidenciar que muitas dessas plataformas (para as quais os sites migram) têm suas sedes em países que são de árduo alcance para entidades jurídicas internacionais, logo é árduo de atacar isso”, acrescenta o investigador. 

Outra configuração de afiançar a sobrevivência financeira dos sites é modificar o  amostra de serviços. “Há uma rijo orientação de transmigração para assinatura, porque eu acho que eles estão sacando que o cerco está se fechando e estão procurando outras formas”, explica Bergamo. 

Daniel Rogers, do Index de Desinformação Global, aponta que é precípuo cobrar a dever de todos os envolvidos no financiamento da desinformação. “Uma amplo apreço que temos que possuir acerca dessas empresas é que se elas são pagas pelos anúncios que colocam nos sites, recebendo uma fracção do preço, elas nulo antepor que o cotiado com anúncios seja maior, nunca menor. Existe uno imprescindível motim de interesses aí”. 

Entre os dezena apontados pela CPI uma vez que fracção do centro de manufactura e distribuição das fake news, acolá dos seis já citados, constam na alistamento o Nexo Política, Brasil Colateral, Opinião Vernáculo e Estudos Nacionais.

O relatório final da CPI da Pandemia segue para a Procuradoria Comum da Adjecção, onde aguarda estudo de Augusto Aras, advogado-geral da Adjecção, a quem cabe a brocardo de achacar o presidente Jair Bolsonaro e outros agentes públicos com mensalidade privilegiado citados. Os senadores igualmente afirmaram que distribuíram o documento com o produto das investigações para outras instâncias judiciais, a escopo de agilizar a responsabilização de cidadãos comuns nunca dotados de mensalidade. 

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