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9 de Maio, 2021

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No tempo em que havia tempo

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João de Jesus Nunes Longe vão os tempos que nem se sonhava vir a existir a era digital. A minha geração jamais sentiu os efeitos nefastos...

João de Jesus Singular

Distanciado inválido os tempos que nem se sonhava vir a subsistir a estação do dedo. A minha criação nunca sentiu os efeitos nefastos da vivência da pandemia. Incessantemente existiram as gripes sazonais. Que o chazinho e o quentinho muitas vezes as debelavam. Se de maleitas se tratassem. Outras doenças desconhecidas, todavia graves, os antigos chamavam-lhes as doenças ruins. A Ciência, teve, no entanto, na sua estirão, os passos cada turno mais apressados e longos.  Foi-se posicionando contra os males do astro. Solitário que a voracidade do surto desta terrífico padecimento, numa distribuição geográfica fortemente alargada e simultânea, jamais teve nem tem ainda, em muitíssimos casos, a colaboração da população para a destruir. Que parece folgar com o queimada.

O lavor, fosse fabril, mercantil ou de negócios, tinha a comparecimento das pessoas. Quadra personalizado. Hoje, é acabado à intervalo. Parecemos uns robots. As doenças do mesada psíquico parecem presentemente aflorar mais. O teletrabalho, bem insistente, se socorro a distanciarmo-nos da padecimento, igualmente vem ofender outras. O civil deixa de subsistir. A comparecimento física é igualmente bem forçoso.

Neste contextura, começam a avolumar-se formas abusivas de mirar com mais grau para o globo do verba. O que significa, na sua geral, no direcionamento dos trabalhadores para o indesejável.

Recentemente, uma Seguradora que se havia destacado, com uma resistente celebridade, nunca alguma turno aspecto no Pátria, por baixo de a égide do avito gestor, considerada vários anos uma vez que o melhor sítio para se trabucar, novos ventos obrigaram presentemente todos os seus Colaboradores “de configuração definitiva, a trabucar a começar de algum sítio, seguindo uno amostra de lavor distante”. A informação tem corrido a maioria da notícia civil.  Se o emigração dos melhores quadros da empresa se fez há bem sentir, quer por imposição quer voluntariamente, os efeitos desta deliberação fizeram acentuar o covardia e a revolta. Já nem uma brado existe.

Se dantes emergiram os Call Centers, presentemente são estes novos meios digitais, onde a comunicação pelas suas redes são a configuração de contactar as pessoas. Que se vêm defraudadas. Sem respostas atempadas. Os períodos longos de teletrabalho são nocivos para a espírito da maioria dos trabalhadores. Alargado de dificuldades quando os colaboradores das empresas têm crianças em lar.

No período em que havia período, até se escreviam cartas de apego. Na dezena de cinquenta, vivia-se sem telemóveis, televisão (que solitário chegaria em 1957), semáforos, viadutos, metro, centros comerciais, pontes a cerca de o Tejo, micro-ondas, escadas rolantes, computadores, filmes sem cortes, a Gulbenkian, o Núcleo Cultural de Belém, e uno sem algarismo de comodidades. Porém havia outras distrações para esses tempos, que mais jamais fossem os bailes associativos, entre outras coisas.

Quem jamais viveu nessa estação ignora que doar beijos glutões entre namorados estação acontecimento de polícia, por atentado ao castidade e à moralidade pública… Se nem os mesuras ao feminino eram de beijinhos, quem diria que presentemente até dum outro consuetudinário nos cumprimentamos à cotovelada ou a murro…

E quem gosta do desporto-rei, uma vez que ainda jamais existia televisão, todos os jogos se disputavam à mesma hora. E jamais existindo, também, rádios portáteis, doença acabava uno jogo corria-se para defronte dos placards informativos, na cobiça de saber os resultados dos outros. Na Covilhã, situavam-se à porta do Turismo, logo sedeado no Pelourinho. Ou na Tabacaria Sky Neve, do Matos Pombo, onde se encontrava o Fiel dos jornais, antes do quiosque, na acesso do prédio do Solneve.

Outros tempos, outras vontades. Hoje, temos uno globo de facilidades, todavia, quando o telefone da rede continua enguiçado e novidade experimento para o aparelhamento se esbarra numa brado clara e sem apelo: “Neste instante jamais é executável aquiescer ao algarismo que marcou. Tente mais tarde”, logo lembro-me dos tempos em que se vivia sem telemóvel e sabíamos aguardar. Espaçoso nova tinha sido a automatização da rede telefónica, passávamos a assinalar os números em turno de esmolar a uma telefonista a misericórdia da junção. Eram outros os ritmos.

Nascente: https://noticiasdacovilha.pt/no-tempo-em-que-havia-tempo/

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