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24 de Junho, 2021

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Secom investiu R$ 19 milhões em campanha de “cuidados precoces” e R$ 1,2 milhão com incentivo a vacinação

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Brazilian President Jair Bolsobaro poses with Ze Gotinha, symbol of Brazilian vaccination campaigns during the launch of the national vaccination plan against the novel coronavirus Covid-19 at Planalto Palace in Brasilia, on December 16, 2020. - The government has not released a date for the start of the vaccination but commits to start the process 5 days after the approval of a vaccine by the health agency (ANVISA) and expects to take 12 to 16 months to vaccinate the entire Brazilian population. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Secom investiu mais na divulgação dos “cuidados precoces” do que na campanha de vacinação contra a covid-19 (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

  • Secretaria de Comunicação investiu R$ 19,3 milhões em campanhas de “cuidados precoces”

  • Com campanhas de vacinação contra a covid-19, a Secom gastou R$ 1,2 milhão

  • No valor não estão incluídas as campanhas feitas pelo Ministério da Saúde com recursos próprios

Os valores gastos pela Secom, Secretaria de Comunicação da Presidência da República, com campanhas a favor do tratamento precoce são quase dez vezes maiores do que o investimento em campanhas de vacinação. As informações foram enviadas à CPI da Covid e divulgadas pelo Uol.

Até outubro de 2020, a Secom autorizou R$ 19,3 milhões em ações voltadas aos “cuidados precoces” contra a covid-19. As campanhas foram divulgadas no segundo semestre de 2020 e no começo de 2021.

É cientificamente comprovado que não há cuidados para prevenir a contaminação pelo coronavírus, a não ser o isolamento social e o uso de máscaras. Não há medicamentos que impeçam que alguém pegue a covid-19.

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Até março de 2021, as campanhas voltadas para a vacinação somam valores bem menores: R$ 1,2 milhão. Neste montante não estão incluídos os investimentos feitos pelo próprio Ministério da Saúde, com recursos próprios.

Ao Uol, o Ministério da Saúde não divulgou qual valor foi usado para divulgar o PNI (Plano Nacional de Imunização). A pasta afirmou que fez 25 campanhas publicitárias “com os mais diversos temas” desde março de 2020. Estariam incluídos nos temas tratados: orientações sobre sintomas de doença, transmissão, recomendação para “grupos mais vulneráveis”, medidas preventivas e reforço da importância da vacinação. Os valores utilizados para toda a divulgação somam R$ 316,2 milhões.

O portal pediu esclarecimento à Secom, que não respondeu.

Contratação de influenciadores 

Em depoimento na CPI da Covid no Senado, o ex-secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, confirmou que pagou influenciadores para fazerem campanhas a favor do chamado “tratamento precoce”.

O “tratamento precoce”, amplamente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seria o uso de medicamento sem comprovação científica para prevenir a covid-19. Atualmente, sabe-se que não há qualquer medicamento capaz de prevenir a infecção pelo coronavírus.

Renan Calheiros citou a reportagem da Agência Pública, que divulgou que a Secretaria de Comunicação gastou R$ 23 mil reais com os influenciadores:

Wajngarten confirmou a informação. “Se não me engano, o total dos caches dos influenciadores deu R$ 23 mil. E por que naquele momento a agência sugeriu que usasse os influenciadores? Porque eles têm muitos seguidores e isso daria mais credibilidade”, justificou.

Fonte: https://br.noticias.yahoo.com/secom-investiu-r-19-milhoes-em-campanha-de-cuidados-precoces-e-r-12-milhao-com-incentivo-a-vacinacao-114735930.html

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