Quantcast
Autárquicas 2025: primeiras impressões - Mundo News
3 de Abril, 2025

Mundo News

Seu Mundo! Suas Notícias!

Autárquicas 2025: primeiras impressões

4 min read
António Rodrigues de Assunção Este texto é uma primeira abordagem ao pleito eleitoral local que deverá ter lugar lá para o mês de Setembro. Trata-se de...

António Rodrigues de Assunção

Nascente texto é uma primeira abordagem ao pleito eleitoral lugar que deverá ter lugar lá para o mês de Setembro. Trata-se de uma abordagem centrada, para já, nos nomes das lideranças das candidaturas, os chamados “cabeças de lista”, aquelas personalidades, na maioria dos casos emanadas das fileiras partidárias ou, em certos casos, recrutadas pelos partidos na chamada “bolsa” dos “independentes com provas dadas” na vida profissional ou na Liceu.  Deixe-se cá para outras oportunidades a abordagem ao que mais importa quando estão em jogo não propriamente os “perfis dos cabeças de lista”, mas sim a díade dialéctica “Visão-Programa” – sim por esta ordem – uma díade que, se muito trabalhada e apurada, aponta para um projecto de mudança-transformação do nosso viver colectivo uma vez que cidade e uma vez que concelho.  Fica cá a promessa de que iremos a isso logo que apareça a tal díade dialéctica de cada candidatura, uma vez que se espera que apareça.

Ainda não no terreno de campanha, mas já com as candidaturas quase todas anunciadas, vejamos o que se nos depara. Do lado do Partido Socialista, e com o Dr. Vítor Pereira impedido de se candidatar, por imperativo da lei, na Covilhã, surge uma situação um pouco inesperada, perfilando-se duas candidaturas: uma liderada pelo senhor Hélio Quinteiro, que recebe o espeque das estruturas partidárias, embora, ao que se sabe, sem unanimidade interna; e outra liderada pelo senhor Carlos Martins, um histórico do PS com provas dadas por décadas no universo autárquico lugar. Ou seja, o PS vai surgir dividido no terreno, facto que não favorece, a meu ver, uma vitória eleitoral sempre esperada por oriente partido. Do lado de Carlos Martins, levanta-se, entretanto, a questão de quem vai ocupar os lugares cimeiros da candidatura. Será interessante de ver. Quanto ao senhor Hélio Quinteiro, que é um jovem quadro do partido, afigura-se talvez um ponto fraco: a sua pouca experiência política em cargos autárquicos.

O PSD, por sua vez, agora finalmente com uma sede própria e liderado pela senhora Leonor Cipriano, surge-nos com o senhor Jorge Simões, de notório modo ignoto, mas que tem a seu obséquio o facto de ser engenheiro social, o que, nestas andanças autárquicas, não deixa de ser relevante. No entanto, permanece uma interrogação que tem a ver com o desfazer da coligação liderada por Pedro Farromba, que, muito vistos os resultados alcançados em 2021, pediu meças ao Partido Socialista. Coisas da política, que às vezes perde o seu regimento superior para se soçobrar em manobrismos estranhos. E também não se pode deixar passar em simples o facto do volta do senhor Carlos Pinto…ao PSD! Estará perdoado depois da expulsão que lhe foi aplicada e posteriormente errâncias por candidaturas próprias e alheias em 2017 e 2021 e uma passagem inglória pelo Partido Confederação Vai uma vez que cabeça de lista à Parlamento Municipal, ao que se diz, sempre resiliente à evidência de que há muitos anos o seu nome foi riscado definitivamente de qualquer influência política na Covilhã. Uma coincidência neste PSD, para meditar: sai Pedro Farromba, entra o senhor Carlos Pinto. Curioso, não é? Eles que em 2013 estiveram unidos numa candidatura…a primeira de várias derrotas do senhor Carlos Pinto. É excessivo numa candidatura só! Por tudo isto, ao articulista afigura-se-lhe que zero de muito bom deverá vir desta candidatura.

Sou de opinião, sempre discutível, de que a candidatura do CDS, liderada pelo senhor Eduardo Estilha, poderá estar na calha, se não para vencer por maioria absoluta, por notório para se constituir uma vez que força indispensável na construção de um novo executivo. Arrisco uma antevisão: poderemos ter no horizonte executivo duas forças que o dominarão: o CDS e o Partido Socialista.

Do PCP, segue em frente o senhor Jorge Fael, com um perfil de político dialogante e propenso à negociação – que faz segmento da origem da democracia. O que pode, com surpresa ou não, tornar-se de suma valor num executivo um pouco fragmentado e, por isso, exigente em negociação. Esperemos para ver se Jorge Fael vai levar a Missiva a Garcia.

Venha agora a tal díade, o mais importante de tudo.

O teor Autárquicas 2025: primeiras impressões aparece primeiro em Jornal Notícias da Covilhã.

Manadeira: https://noticiasdacovilha.pt/autarquicas-2025-primeiras-impressoes/

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Copyright © All rights reserved. | Newsphere by AF themes.