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Projetos estruturantes esquecidos (Parte 1) - Mundo News
5 de Abril, 2025

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Projetos estruturantes esquecidos (Parte 1)

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José A. Serra dos Reis Vereador na Câmara da Covilhã São projetos estruturantes para o desenvolvimento da Covilhã, da Cova da Beira e com incidência na...

José A. Serra dos Reis

Vereador na Câmara da Covilhã

São projetos estruturantes para o desenvolvimento da Covilhã, da Cova da Borda e com incidência na certeza da Região Núcleo, quase sempre esquecidos, adiados e perdidos no tempo, por inércia da Câmara Municipal da Covilhã.

Enquanto vereador com o pelouro do Planeamento, dei contributo e acompanhei o magnífico trabalho da equipa técnica, muito muito coordenada pela Encarregado de Ramificação, Isabel Matias, no levantamento, inventariação e sinalização de quase três dezenas de projetos estruturantes que são decisivos para o desenvolvimento da Covilhã, aos quais importa acoplar outros que, conjuntamente, contribuirão para o desenvolvimento a certeza da Cova da Borda e da Região Núcleo.

Encontra-se em consulta pública o Programa Regional de Ordenamento do Território do Núcleo (PROT Núcleo). No período da sua elaboração foi com satisfação que, em representação do município da Covilhã e sempre assessorado pela senhora Encarregado de Ramificação do Planeamento, dei contributos para a sua redação, com destaque para (rede regional de aeródromos, IC6 Green road, reservas estratégicas de chuva e comunidades energéticas, rede de lugares com história e ou património industrial…). Nem todos os contributos foram acolhidos, mas registo com alacridade que, no documento, se façam diversas referências ao IC6 que o indicam uma vez que investimento estratégico, na relação entre Figueira da Foz, Coimbra e Covilhã. Na página 66 refere-se que a desenlace do IC6, troço Tábua, Oliveira do Hospital, Covilhã, é crucial para a coesão territorial e para relação Litoral/Interno. Nas páginas 141 e 151 destaca-se o IC6 uma vez que mola impulsionadora na dinamização dos recursos turísticos e económicos. E na 106 referem-se outras vias rodoviárias que são estruturantes para a relação transfronteiriça, com destaque para a construção do IC31 com perfil de autoestrada.

Porque o PROT Núcleo está em discussão pública e porque vamos ter campanhas e eleições legislativas e autárquicas, levante é o momento ideal para que os diferentes grupos de estudo, de trabalho ou de pressão unam esforços e de uma vez por todas reivindiquem a construção do IC6, com o Túnel da Serra de Alvoaça incorporado. Aliás, num país a sério, há muito que levante túnel seria uma veras. Bastaria um pequeno esternutação de Alberto João Jardim, se tivesse chegado a primeiro ministro, e levante túnel há muito seria veras.

Razões, custos e benefícios para a construção do túnel: com muro 1000m custa + ‑10 000 000 euros, encurta o trajectória (Covilhã/Coimbra) em 30 quilómetros e reduz o tempo de viagem  em uma hora; diminui substancialmente os custos de construção do IC6, pois evita a construção e manutenção de dez obras de arte (pontes), não há custos  com a construção e manutenção de 30 quilómetros de estrada,  reduzem-se substancialmente as expropriações e a limpeza das faixas de gestão de combustíveis. Acresce ainda a redução carbónica, a comodidade da viagem, as vidas que se salvam, aumenta a atração turística e melhora as acessibilidades ao Planalto Médio. É uma reivindicação com 35 anos, lançada pela ASE, Associação dos Amigos da Serra da Estrela. Nasceu num encontro de autarcas no restaurante das Pedras Lavradas, onde estive presente. Ao tempo foi apresentado ao senhor Ministro das Obras Públicas, Joaquim Ferreira do Amaral, que achou a teoria com muito interesse. O projeto foi sendo despovoado, mas continua muito atual e urge retomar.

É muito importante referir e reivindicar vias estruturantes de contexto regional, vernáculo e até transnacional, mas não podemos descurar as concelhias. Em 50 anos de poder lugar, nunca a Câmara Municipal da Covilhã conseguiu resolver o estrangulamento da rua Rui Faleiro. Faz secção da Estrada Vernáculo 339, principal porta de ingresso para a Serra da Estrela, onde dois veículos pesados estão impossibilitados de se cruzarem e até dois veículos ligeiros de maior cilindrada têm a mesma dificuldade. Basta! É tempo de agir. Das outras três vias de chegada ao planalto médio, Estrela Sul, Vulgo Cortes/ Penhas da Saúde, Unhais da Serra/Nave de Santo António e Verdelhos/Poço do Inferno, só uma, a Estrela Sul está em condições de ser construída. Tem projeto elaborado e pareceres aprovados, para os quais dei o meu contributo, acompanhando o magnífico trabalho e empenhamento da equipa técnica dos Serviços de Planeamento. As outras duas continuam a marcar passo. A de Verdelhos, por minha iniciativa, o projeto também está avançado, e por esse motivo teve uma revelação de desagrado/desautorização do senhor presidente da Câmara que, numa reunião pública do executivo, afirmou que não se devia fazer o projeto sem a autorização dos parceiros do Programa de Revitalização da Serra da Estrela. Estranha forma de abordagem. Há sempre desculpas, quando não se quer fazer.

O teor Projetos estruturantes esquecidos (Parte 1) aparece primeiro em Jornal Notícias da Covilhã.

Nascente: https://noticiasdacovilha.pt/projetos-estruturantes-esquecidos-parte-1/

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